5. Sobre a transferência de Filadélfia dos EUA para a Europa Central



Num livro profético do Novo Testamento, no Apocalipse de São João, no capítulo 3:7-13, a Folha “A Filadélfia” destina-se ao Anjo da Igreja em Filadélfia. Porém, a palavra “Igreja“ não pode ser compreendida em termos eclesiásticos e locais. Trata-se da ciência espiritual da sexta cultura ariana, a cultura filadelfiana-eslavónica (Alma Excelsior). A palavra “filadelfiano“ significa a fraternidade de todas as crianças de Deus, entre as quais se contam tanto democratas como não-democratas, ou seja, tanto pessoas espirituais como materialistas. A palavra “eslavónico“ designa cada homem de qualquer nação que se torna portador da Palavra de Deus e apologista da doutrina filadelfiana que foi preparada para este sexto livro por Alma Excelsior (1887-1956), nascida em Brno na República Checa. Trata-se de uma doutrina não eclesiástica e não religiosa. O leitor compreenderá esta diferença de acordo com a definição de religião pela maior iniciadora no mundo, Alma Excelsior: “Religião é um fruto adaptado da cognição espiritual obtida por iniciação. Iniciação é uma entrada directa para o mundo espiritual.“ Nesta definição é óbvia a prioridade da sabedoria proveniente do Céu perante a sabedoria dos profetas e fundadores de religiões mundiais que adaptaram a sabedoria de tal maneira que fosse compreensível às pessoas comuns. A profundidade e alcance da cognição espiritual de Alma Excelsior são extraordinários e esta cognição pode ser difundida apenas mediante uma capacidade limitada. Como se trata de doutrina idealista e plenamente democrática, os materialistas rejeitam-na, ainda que justamente a ignorância e não cumprimento da lei moral natural seja a principal causa de todos os fenómenos de crise presentes nas pessoas e nas suas organizações. A cultura filadelfiana esforça-se pela educação apenas de acordo com a cognição espiritual mais nova de Alma Excelsior. Filadélfia, a cidade de amor fraternal na América Oriental, foi fundada em 1682 pelos “Quakers”. Os “Quakers” partiram de Inglaterra para professar a sua fé sem perseguições e aplicar o princípio de que a fé, que não é manifestada por feitos devidos, não basta. Mais tarde a cidade de Filadélfia tornou-se a capital das treze colónias inglesas na Pensilvânia. Em 1947, os “Quakers” britânicos e americanos obtiveram o Prémio Nobel da Paz. Os “Quakers” estão convencidos que no homem há qualquer “semente de Deus“ que é a fonte de “luz interna“ e com esta luz deve ser estabelecido contacto sem intermédio dos padres. As suas próprias experiências com Deus neles eram e são decisivas para eles. Actualmente, há cerca de 5 milhões de “Quakers”. A 7 de Julho de 1776, os “Quakers” publicaram em Filadélfia a Declaração da Independência colectiva, na qual o povo das treze colónias americanas identificou-se do novo com o ideal de direitos humanos naturais, pelo qual justificou a separação da Inglaterra real e a pretensão de se desenvolver de forma independente e livre. Devido à pressão exercida pelas delegações das áreas do Sul a passagem com a condenação da escravidão foi desviada da proposta original. Do texto da Declaração citamos o seguinte: “Consideramos estas verdades por si mesmo evidentes, que todos os homens são criados iguais, sendo-lhes conferidos pelo seu Criador certos Direitos inalienáveis, entre os quais se contam a Vida, a Liberdade e a busca da Felicidade. Que para garantir estes Direitos, são instituídos Governos entre os Homens, derivando os seus justos poderes do consentimento dos governados. Que sempre que qualquer Forma de Governo se torne destruidora de tais propósitos, o Povo tem Direito a alterá-la ou aboli-la, bem como a instituir um novo Governo, assentando os seus fundamentos nesses princípios e organizando os seus poderes do modo que lhe pareça mais adequado à promoção da sua Segurança e Felicidade. Mas quando um extenso rol de abusos e usurpações, invariavelmente com um mesmo Objectivo, evidencia a intenção de o enfraquecer sob um Despotismo absoluto, é seu direito, é seu dever, destituir tal Governo e nomear novos Guardiões para a sua segurança futura. Tal tem sido o paciente sofrimento destas Colónias; e tal é agora a necessidade que as obriga a alterar os seus anteriores Sistemas de Governo.“
No dia 23 de Outubro de 1918 assinaram em Filadélfia, na mesma Sala da Independência, os representantes da União Democrática da Europa Central, com o Presidente desta União, Tomáš Garrigue Masaryk (a seguir denominado “TGM“), na sua frente, os programas das nações individuais da União. No átrio, TGM leu depois a sua declaração colectiva; segundo o modelo histórico, o Sino da Independência também ressoou. Esta declaração acha-se o início, o nascimento da sexta cultura filadelfiana. A 20 de Novembro de 1918 TGM embarcou, já como presidente eleito, do porto da Nova Iorque no navio “Carmania“ para casa. O nome do navio é uma reminiscência do karma, ou seja, do destino que o papel de TGM na América não era acidental. Em 1995, TGM trouxe assim dos EUA para a Checoslováquia daquele tempo a cultura filadelfiana predita. Também o nascimento de Alma Excelsior em Brno não foi acidental, nem a sua contribuição espiritual e democrática para a sexta cultura filadelfiana incipiente.
Das opiniões morais de TGM citamos o seguinte: “É errónea a opinião que aquele que tem religião, tem moralidade também. Cada homem devia insurgir-se e contra cada um que ameaça não só a vida física, mas também a vida espiritual das pessoas. Fraternidade , a divisa da Revolução Francesa tinha sido já a convicção de Platão (470-399), discípulo de Sócrates. A democracia não é apenas um sistema político, mas também, antes de tudo, um sistema moral. A moralidade deve ser a meta de cada indivíduo e a nação. A violência resulta na violência . Sem um remédio real do modo de pensar e da moralidade podemos remover o Diabo por uma revolução, mas instauraremos Belzebu em vez dele. Não acredito que uma reforma necessária pode ser efectuada só economicamente. Ao mesmo tempo, é necessário aplicar uma reforma moral das opiniões . Oponho-me por completo da opinião mundial materialista. Sem um reconhecimento geral dos fundamentos morais do Estado e da política não é possível administrar nenhum estado. Aquele que não conhece a substância do Cristianismo é um estranho no nosso campo cultural.“

As informações de Alma Excelsior não contradizem a componente moral da doutrina cristã e podem ajudar os cidadãos s a reconhecer que o principal sentido da vida humana é a espiritualização do homem, em outras palavras, o cultivo da psique humana que apoia o desenvolvimento da saúde moral e, como consequência, da saúde física das pessoas, bem como da democracia sã, sem sinais de crise em pessoas e estados, que os homens e estados por si próprios causaram pela sua ignorância e incumprimento da lei moral natural.

 

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(František Venzara, chefe da SPMZ (Associação dos Amigos da Lei Moral),
21. 2. 2013)



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